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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE DE 113 GESTAÇÕES EM PORTADORAS DE ARRITMIAS PRIMÁRIAS HEREDITÁRIAS – É SEGURO? REGISTRO EM CENTRO DE ARRITMIAS GENÉTICAS

RENNER AUGUSTO RAPOSO PEREIRA, FRANCISCO DARRIEUX, LUCIANA SACILOTTO, DANIEL MOREIRA COSTA MOURA, MARTINA BATTISTINI PINHEIRO, TAN CHEN WU, THALIA TRIELLI, MIRELLA FACCIN, DENISE HACHUL, MAURICIO SCANAVACCA
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Gestantes com arritmias primárias hereditárias (APH) apresentam maior risco de arritmia ventricular, particularmente a síndrome do QT longo (SQTL) no parto e puerpério.

Objetivos: Avaliação de desfechos cardiovasculares e obstétricos em gestantes com APH.

Metodologia: Estudo observacional analítico. Análise retrospectiva das gestações (G) de portadoras de APH, incluindo síndrome de Brugada (SB), síndrome do QT longo (SQTL), taquicardia ventricular polimórfica catecolaminérgica (TVPC) e displasia arritmogênica do ventrículo direito (DAVD). Foram avaliados: idade ao engravidar, desfechos obstétricos, idade gestacional no parto, tipo de parto, sintomas, uso de cardiodesfibrilador implantável (CDI) e uso de fármacos. Realizou-se distribuição de frequência absoluta e relativa, para variáveis qualitativas, e mediana e desvio-padrão, para quantitativas.

Resultados: Entrevistadas 50 pacientes, sendo 25 (50%) SQTL, 16 (32%) SB, 7 (14%) TVPC e 2 (4%) DAVD. Destas, 40 (80%) referiram ao menos uma gravidez (mediana de idade ao engravidar 24 anos, DP +5,8). Foram contabilizadas 113 G, sendo 93 (82,3%) a termo, 9 (7,9%) pré-termo, 1 (0,9%) pós-termo, 8 (7,0%) abortamentos e 2 (1,8%) natimortos. Dentre os 8 abortamentos, foram 5 espontâneos, 2 induzidos sem indicação médica e 1 terapêutico (gravidez ectópica). Óbitos fetais por complicação obstétrica (OFCO), incluindo abortos espontâneos e natimortos, ocorreram em 7 G (6,3%). Síncope foi relatada em 13 G (11,5%). Nas G com síncope, os OFCO foram mais frequentes em relação àquelas sem síncope (23% vs. 4%, p=0,032, IC95% 1,07-27,67). Ocorreram 3 óbitos neonatais (2,9%) e 1 óbito pós-neonatal (0,9%). O diagnóstico de APH era conhecido em apenas 14 G (12,3%). Betabloqueador foi utilizado em 5 G com SQTL (8,7%) e 4 com TVPC (18,1 %). Atualmente, 12 pacientes têm CDI (24%). Foram registradas 4 G em usuárias de CDI: zero OFCO e 1 terapia inapropriada. A ocorrência de OFCO foi inferior na TVPC em relação às demais APH (zero em 21 G). Parto cesáreo foi realizado em 30% das G, por indicação obstétrica.

Conclusão: A maioria das G associadas a APH ocorreu sem complicações. Entretanto, OFCO foram mais frequentes em G com síncope, sinalizando possível fator de risco. Tais dados corroboram maior atenção pré-natal e periparto, incluindo manejo terapêutico das APH, devido ao potencial risco gestacional.

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